Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Depois de XIX Séculos, finalmente Pedonal

Ponte Romana de Chaves destinada apenas a peões

 

 
A “corajosa” decisão está tomada. A Ponte Romana vai ficar sem trânsito.
 
Em conferência de imprensa, o presidente da Câmara de Chaves, João Batista, anunciou, hoje dia 19 de Agosto de 2008, que a Ponte Romana de Chaves será exclusivamente destinada a peões.
 
O parecer solicitado ao Ministério da Cultura pela autarquia também aconselhou a Pedonalização da Ponte Romana de Trajano, tendo em conta a "elevada qualidade arquitectónica e patrimonial" e para "melhor ser usufruída, a exemplo de outros monumentos semelhantes existentes na Europa".
 
Os factores que mais pesaram na decisão da autarquia para encerrar a Ponte Romana ao trânsito foram «fundamentalmente» questões de segurança.
 
De acordo com o presidente da Câmara, João Baptista, o relatório técnico da obra, executado pelos serviços técnicos da autarquia e entregue no passado dia 8, patenteou situações que, a manter-se o trânsito, poderiam pôr em causa a segurança e preservação da Ponte de Trajano.
 
João Batista, explicou as razoes que o levaram a tomar esta decisão.
 

Uma delas prende-se com "fragilidades" detectadas em 4 arcos da ponte, na margem direita. Fragilidade essa que, segundo o autarca, poderá ser minimizada "se não houver vibrações derivadas do trânsito automóvel".

 

 

 

 
Além disso, João Batista revelou que a irregularidade da base do piso da Ponte, "não prevista antes da obra", faz com que a capacidade de carga do piso seja menor. «Ao retirarmos as conduta de água e substituirmos as condutas de saneamento, existentes na Ponte Romana desde o inicio do século XX, viemos a verificar que quando da sua colocação, houve uma intervenção que feriu a estrutura fundamental dos arcos da ponte, sobretudo na margem direita, já fora do leito do rio».
 
João Baptista acrescentou que «verificada essa fragilidade, em função de não querer aumentar essa fragilidade», foi decidida a «não utilização do trânsito automóvel na ponte».
 
A «Fragilidade» e «Anomalias observadas» já tinham sido postas em destaque, no dia 24 de Junho, por este “Blog”, no artigo «Ponte Romana – que futuro?», que alertava para «O risco de Colapso da Ponte Romana ser elevado».
 
Celebro, que a minha chamada de atenção, tenha sido tida em conta, pelos serviços técnicos da autarquia.
 
A intervenção na Ponte Romana, segundo João Batista, custou 315 mil euros, e consistiu na retirada da conduta de água que estava presa na estrutura, na colocação de um novo lajeamento e colocação de novo mobiliário urbano como floreiras e pilares de condicionamento do trânsito.
 
De acordo com João Batista, na reunião de câmara da próxima quinta-feira o executivo vai apresentar uma alternativa à ponte, para ligar o centro histórico à zona da Madalena, a qual passa pela construção de dois arruamentos entre a rotunda do “Rajado” e o centro do Bairro da Madalena.
 
Manter a Ponte Romana rodoviária seria um Erro Histórico!
 
Estamos todos de Parabéns.
 
publicado por Flaviense às 23:50
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Domingo, 13 de Julho de 2008

O Temeroso Referendo Local Flaviense

 

Afinal, quem tem medo do Povo?
 
A "polémica" sobre o “Referendo” e o "Estado da Ponte Romana de Trajano", na última Assembleia Municipal, exibiu involuntariamente o município como ele é: a pobreza intelectual, a mesquinhez da deliberação, a barbaridade política da coligação PSD/PCP (CDU).
 
A maioria PSD/PCP chumbou, sem apelo nem agravo, a proposta de realização do “Referendo local”, impedindo os Flavienses de se pronunciar sobre a “Pedonalização da Ponte Romana de Trajano”. Perderam uma grande oportunidade para demonstrar que não têm medo da voz do Povo e revelaram falta de maturidade democrática.
 
Percebendo-se a envolvência estrutural dos partidos, que desacreditam a politica porque agem sempre em função da estratégia partidária mesmo que em detrimento dos interesses das populações, não podemos ser ingénuos, politicamente falando, e "engolir o isco" do ardiloso jogo de conveniências.
 
Pergunta-se ao PSD e ao PCP/CDU se ouviram os seus eleitores?
 
Quem tem medo de referendos locais?
Segundo o art.º 240.º da Constituição, as "autarquias locais podem submeter a referendo dos respectivos cidadãos eleitores matérias incluídas nas competências dos seus órgãos (...)".
 
Vital Moreira, propugnou a instituição de situações de referendo obrigatório quanto a decisões de mais marcante relevância, como a relativa à aprovação dos planos directores municipais ou de “…certas grandes decisões e obras de maior impacto local…”, parecendo querer aqui abranger os por vezes questionados “POLIS”.
 

 
Há símbolos em Chaves que transcendem o mero significado patrimonial e financeiro para os seus cidadãos. São emblemas da alma local, evocações permanentes de memórias colectivas, cujo destino deve acrescentar e não subtrair à identidade dos locais e das populações.
É o caso da Ponte Romana de Trajano. Por isso parece que a melhor maneira de assegurar essa continuidade seria dar a voz aos cidadãos.
 
É evidente que a Câmara Municipal não actuou no devido tempo e com os poderes que lhe são conferidos pela legislação, porque não lhe interessou politicamente.
 
Descrê da efectiva capacidade de o cidadão comum intervir directa e independentemente, não sujeito a quaisquer grupos de pressão, designadamente no limitado âmbito local, na governação da sua comunidade.
 
Não ao Referendo Popular, não vá o diabo tecê-las. Seja como for, o Partido Comunista (CDU), partido tão progressista, ao contrário do que reclama em outras circunstâncias e matérias, parece não querer que se toque no assunto.
 
Face à inércia de quem tem poderes para tal, importou ajudar os nossos políticos locais no sentido de tomarem as diligências necessárias para que as boas intenções passem a actos.
 
Sob iniciativa popular, que não por efeito de acto administrativo das próprias autoridades autárquicas, fê-lo um grupo de Flavienses, constituído em parte pela blogosfera flaviense aderente.
 
No passado dia 8 de Julho (feriado Municipal), terminou a “SONDAGEM”, feita através da Internet, em que era feita a seguinte Pergunta:
 
Concorda que a Ponte Romana passe a ter utilização unicamente pedonal?
 

 
O Nível de participação foi elevado, com o Total de 5.085 Votos assim repartidos:
 
Sim – 82% (4.169 Votos); Não – 17% (864 Votos); Sem Opinião – 1% (52 Votos).
 
Os resultados foram suficientemente expressivos e elucidativos.
Por isso, não é aceitável que os Flavienses sejam menorizados.
 
Enquanto cidadão Flaviense, atento e interessado por tudo o que diz respeito a Cidade de Chaves, considero que o surgimento deste movimento pode e deve ser um momento de viragem na forma como os Cidadãos do nosso Concelho vão passar a intervir e a agir naquilo que afinal nos afecta a todos.
 
Inquérito de Rua
 
Trânsito na Ponte Romana – Sim ou Não?
 
 

 
Concorda que a Ponte Romana de Chaves seja encerrada ao trânsito automóvel?
 
«Sim dá muito jeito (para ir ao barbeiro cortar o cabelo e deixar o carro a porta). As pessoas em vez de virem pela “Ponte Nova” vem pela Ponte Romana, não é? Escusam de ir dar a volta a “Ponte de S. Roque”.»
 
«O presidente de Chaves disse que abria ao trânsito, então acreditamos nele e estamos a espera cabra
 
«Quando precisar-mos de ir a farmácia, como fazemos? Vamos a pé? Não pode ser
 

 
Os dirigentes da “ACISAT”, parece que acordaram da profunda letargia em que têm andado imersos. Com o fim de “emitir um parecer sobre a utilização da Ponte Romana”, procederam nos últimos dias a um “INQUÉRITO” ao Comércio local.
Mas, estranhamente, até ao dia de hoje, ainda não apareceram para recolher os inquéritos distribuídos!
Este «Parecer» será (Comercial), não interessando para nada o estado de segurança do Monumento. A “ACISAT” não lhe interessa a Cultura.
 
Algum dia, tudo vai cair. Entretanto, cabe a todos nós, incluindo Autarquia e partidos políticos, utilizando os conhecimentos técnicos disponíveis, garantir para que o momento do colapso seja um evento distante, através de concepções, manutenções e opções adequadas.
 
Nesse dia a imprensa local noticiara, sob o sugestivo e irónico título - “Temporal derrubou a Ponte Romana”.
 
Será atribuído o colapso à esfarrapada desculpa da fatalidade da natureza como causa do trágico acontecimento.
Os partidos declararão que “São Pedrodeve ser intimado, processado e preso pelo ocorrido. E lamentarão a impunidade.
 
É, foi culpa da natureza sim! Da natureza da falta de manutenção. Da natureza dos descasos; da natureza das irresponsabilidades, da natureza de como são aplicados os dinheiros públicos; da natureza do desleixo, da natureza dos políticos autárquicos, da natureza dos interesses económicos e político-partidários.
 

*
Há quanto tempo esta importante Ponte Romana está a espera da corajosadecisão de ser tornadaPedonal”?
*
É uma importante decisão, que estou ciente, interpreta correctamente o sentimento da população Flaviense.
*
Duas notas finais, Sr. Presidente e Srs. deputados Municipais do bloco PSD/PCP, se é verdade que a esmagadora maioria dos Flavienses é a favor da “Pedonalização da Ponte Romana de Trajano”, não se entende que haja alguém que receie ouvir os Flavienses.
De que é que têm medo?
*
Não tenham medo da voz do povo nem tenham a sobranceria de julgar que o povo não sabe pensar ou decidir, senão também penso que não sabem como foram eleitos.
*
Em Chaves a democracia participativa é uma brincadeira?
*
Os Flavienses precisam de saber em quem estarão a votar nas próximas eleições Autárquicas.
*
publicado por Flaviense às 21:41
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Terça-feira, 1 de Julho de 2008

Moção

Freguesia da Madalena e Ponte Romana. Que futuro?

 

No dia 25 de Julho foi apresentada pelo Partido Socialista de Chaves na Assembleia Municipal, uma “Moção” que foi reprovada pelo PCP e pelo PSD.
 
O mais curioso no meio disto tudo é que o PCP e o PSD votaram contra as 12 propostas apresentadas para revitalizar a Madalena, sem apresentarem qualquer alternativa ou contra-proposta.
 
Ficou evidente, logo a seguir, que o cerne da questão tem a ver com contas a ajustar a nível Nacional, seguindo a política de “Terra Queimada”, e as directivas do “camarada” Jerónimo de Sousa.
 
Foi tristemente caricato, presenciar, o servilismo de um partido que está cada vez mais de cócoras perante o PSD.
 
Pergunta-se, mais uma vez, aos representantes do PCP na Freguesia de Santa Maria o que tem a dizer sobre o assunto. Quais são as suas propostas? Quais os interesses que defendem?
*
Incrivelmente, ouvi alguns “políticos” a advogar que “deve-se manter o trânsito na Ponte Romana até ela apresentar sinais “visíveis” de perigo de colapso!”
 
Reproduzo, na integra a “Moção” do PS.
 
MOÇÃO
Freguesia da Madalena e Ponte Romana. Que futuro?
 
A Ponte Romana de Chaves considerada um dos ex-libris da cidade pelos seus mais de 1900 anos de história, e também pelo seu valor patrimonial, representa, na actualidade, um dos melhores legados romanos da antiga Aquae Flaviae. A Ponte Romana traduz por isso para a cidade e para o concelho Chaves, não só uma representação de simbolismo e identidade que normalmente o património dá aos territórios, mas também transformou-se, devido à massificação do turismo cultural, num produto turístico que vale para a economia do concelho muitas centenas de milhares de euros por ano.
O Partido Socialista de Chaves sempre apoiou e continuará a apoiar todas as intervenções que tenham a ver com a recuperação, reabilitação e revitalização do património histórico do concelho. No entanto é com alguma preocupação que acompanhamos a concretização das obras na ponte, as alterações de imagem e os materiais utilizados. Pensamos que não foi cabal e tecnicamente justificadas a opção de introduzir uma laje de granito com uma cor muito mais clara que o traço original apresentado pela ponte. Diz o ditado que os gostos não se discutem, mas pensamos nós, e sem fundamentalismos, que o respeito pelo valor histórico do património não foi devidamente respeitado.
Uma outra questão que tem preocupado o grupo municipal do Partido Socialista, e sobre a qual os vereadores do PS já tomaram posição em reunião do executivo tem a ver com a decisão de o Sr. Presidente da Câmara ter publicamente anunciado a intenção de reabrir a ponte ao trânsito. Para nós, Partido Socialista, esta decisão leva-nos a fazer algumas questões:
 
1. É verdade que na memória descritiva do projecto de reabilitação da ponte aquilo que está previsto é o fecho da ponte ao trânsito? Se é verdade, quem foi o autor da ideia de decidir que afinal a ponte não iria encerrar?
2. Porque é que se colocou um granito de cor clara, sabendo que a ideia do Sr. Presidente da Câmara seria de abrir a ponte ao trânsito automóvel?
3. Porque é que na última Assembleia Municipal, dia 30 de Abril de 2008, o Sr. Presidente da Câmara anunciou que, a decisão do executivo do PSD seria a de abrir a ponte ao trânsito automóvel das 8H00 às 20H00 durante os dias da semana e fecharia ao trânsito das 20H00 às 8H00, durante os dias de semana, todo o dia de Sábado, Domingos e Feriados e só passados 2 meses é que se lembra de pedir um parecer ao Ministério da Cultura para que sejam analisadas as questões de segurança?
4. Porque razão o Sr. Presidente da Câmara pediu um parecer ao Ministério da Cultura, quando a decisão política, quanto ao trânsito já tinha sido anunciada publicamente? Não seria mais sério ter pedido o parecer antes de ter anunciado a sua decisão e a decisão do executivo do PSD?
5. Queremos que o rio e a Ponte Romana sejam não um factor de divisão mas sim de união entre as duas margens, e neste sentido gostávamos também de saber qual a posição da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior e da Junta de Freguesia da Madalena?
6. Tem-se falado bastante sobre a importância da ponte para o comércio da Madalena, e por isso é com bastante preocupação que, também estranhamos o silêncio do presidente da ACISAT. Para o Partido Socialista é uma enorme falha que uma instituição com a história da ACISAT não tenha dito uma única palavra sobre esta matéria.
7. Estranhamos de igual forma a postura do PCP. Sobre este assunto nem uma única palavra. O mais curioso é que este é um registo a que os flavienses já se acostumaram, quando se trata de tomar uma posição sobre matérias do domínio autárquico o PCP nunca tem opinião e responde sempre com perguntas ao PS.
 
Sr. Presidente da Assembleia, senhores deputados
O Partido Socialista já expôs publicamente, quer através do Presidente da Comissão Política, quer através dos vereadores, a sua posição quanto a esta matéria. Só por motivos de desatenção ou por tacticismo político se pode dizer, hoje, que o PS não tem posição sobre esta matéria.
Entendemos desde o início que o tema Ponte Romana é um assunto sério, delicado e que exige da parte do município uma posição clara, e por isso não percebemos o motivo pelo qual o Sr. Presidente da Câmara está a tentar esconder a cara atrás de um parecer do Ministério da Cultura.
Esta é, e o PS tem a consciência disso, uma decisão que não é pacífica. Existe, como sabemos, uma pluralidade de opiniões nos flavienses. Colocam-se em discussão, questões quanto ao valor patrimonial do património, questões de interesse turístico e comercial, questões de segurança rodoviária e pedonal, questões ambientais e de mobilidade urbana e até questões do foro pessoal.
Sabemos, por estes factos, que a decisão a tomar nunca será pacífica e aceite por todos e por isso os vereadores do PS propuseram de forma pensada e séria a realização de um referendo concelhio, para que desta forma os flavienses se pudessem pronunciar de forma democrática sobre o futuro da Ponte Romana. Sabemos que a ponte além da sua função de identificação simbólica dos flavienses com o passado, cumpre também outras, uma função política, ao favorecer a coesão social da comunidade flaviense e uma função económica. É aqui, nesta última função, que a opinião dos flavienses se divide. Não há dúvidas que o executivo do PSD andou mal, pois era conhecedor destas tensões existentes quanto à possibilidade de a ponte ter ou não ter trânsito e nada fez para que, antes da adjudicação da obra, tivesse obtido o “feedback” dos flavienses.
A responsabilidade e credibilidade dos partidos vê-se na forma como encaram os problemas. Para o PS a freguesia da Madalena está perante uma situação de imobilismo e retrocesso gerada pela completa inoperância da Junta de Freguesia e da Câmara Municipal. Os comerciantes e residentes da Madalena, nos últimos oito anos, têm vindo a ser vítimas do abandono e da falta de actuação estratégica municipal e por isso independentemente da decisão a tomar sobre o futuro do trânsito e da forma como vai ser ela tomada, há um conjunto de medidas de apoio à freguesia da Madalena e à dinamização do seu Comércio, que devem ser discutidas e por isso as trazemos à consideração desta assembleia e as quais passo a descrever:
 
Que seja feito um estudo de caracterização física e socioeconómica do núcleo histórico urbano da Madalena;
Que sejam determinadas quais as áreas comerciais para as quais a Madalena está especialmente vocacionada, e que estas vocações comerciais sejam posteriormente alvo de dinamização;
Que o município faça uma sensibilização e que sejam dados apoios para que algumas actividades mais poluentes, que, visualmente geram uma imagem desconfortável e pouco atractiva para o comércio se possam deslocalizar para o parque empresarial, devendo surgir em seu lugar zonas comerciais mais dinâmicas e sedutoras.
Que seja tomadas medidas quanto à mobilidade no trânsito, medidas essas que deverão passar pela pedonalização de algumas ruas e alteração aos sentidos de trânsito de outras; Que seja criada uma ligação junto ao rio entre o jardim público e a nova área verde a criar pelo Polis;
Que sejam criadas as condições para aumentar a oferta de estacionamento no núcleo histórico através da criação de um novo parque de estacionamento;
Que sejam tomadas medidas de benefícios fiscais ao nível dos impostos sobre o património (IMI e IMT), para que se possa promover uma maior reabilitação do edificado;
Que seja aumentado índice de arborização e sejam criadas novas zonas verdes no núcleo histórico;
Que seja realizada uma feira mensal intitulada “o Mercado desce à Madalena”, localizada no interior do terreiro da Madalena e dentro de uma ambiente de autenticidade serão expostos para venda produtos exclusivamente regionais. Dever-se-á homogeneizar as características dos expositores para que transmitam uma imagem cuidada e tradicional.
Que a autarquia promova a deslocalização e implantação de alguns serviços municipais na Madalena através da aquisição e reabilitação de um imóvel no núcleo histórico;
Que a Câmara de Chaves opte por iniciar já o processo de construção do centro escolar da Madalena;
Que a autarquia desenvolva junto dos CTT as diligências necessárias para que se possa abrir um posto de atendimento ao público. Além destas medidas, que hoje aqui trazemos, os seus vereadores do PS já propuseram, há mais de um mês, outras medidas:
 
1. Elaboração de um estudo sobre a mobilidade urbana na cidade de Chaves;
2. Constituição de um grupo de trabalho para que seja feito um dossier de candidatura da Ponte Romana a património Mundial;
3. Colocação de sinalética turística intra urbana com indicação da localização da ponte romana;
4. Disponibilização de informação turística sobre a história da ponte e suas vicissitudes;
5. Criação de um circuito romano que envolva a ponte, as termas romanas e até outros monumentos de grande valor patrimonial.
Encerrar a ponte ao trânsito SIM, mas com a garantia que estas propostas de revitalização da Madalena sejam assumidas pela câmara municipal.
Por último, queremos transmitir a esta assembleia a nossa preocupação quanto à forma como a autarquia tratou o problema do trânsito na Ponte Romana. Não houve diálogo e seriedade, houve indecisão e falta de clareza. Esta posição de zigue-zague e de apenas falar em posições de princípio sem qualquer tipo de objectividade e clareza dividiu os flavienses. Depois de tudo o que já foi dito, oficial e oficiosamente pelo Sr. Presidente da Câmara, pelo silêncio dos restantes vereadores, da Junta de Freguesia da Madalena, da Junta de freguesia de Santa Maria Maior, do presidente da ACISAT e do PCP, o Partido Socialista de Chaves entende que a bem do respeito pelos cidadãos e do incentivo à participação cívica dos flavienses nas decisões autárquicas, deverá ser aprovada também por esta Assembleia Municipal a realização de um referendo concelhio, cuja pergunta deverá ser:
 
Concorda que a Ponte Romana de Chaves seja encerrada ao trânsito automóvel?
 
publicado por Flaviense às 23:10
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Terça-feira, 24 de Junho de 2008

Ponte Romana – que futuro?

Ponte Romana de Trajano e Dignidade.
 
A Ponte Romana de Trajano, um dos vestígios mais evidentes da civilização romana na cidade de Chaves e no país, esta a ser requalificada.
 
Para o efeito. a Câmara Municipal de Chaves abriu, por carta convite, concurso limitado (1) tendo como objecto a adjudicação da empreitada “Requalificação do Pavimento e das Infra-Estruturas da Ponte Romana – Chaves – Travessia da Conduta sob o Rio Tâmega na Ponte Romana”.
 
A “Carta de ICOMOS 2003” determina que «As obras de conservação e requalificação só devem ser entregues a pessoas competentes nessas actividades(1) Não me parece ter sido comprida esta formalidade.
 
O lançamento do concurso (limitado ou público), deveria ter sido de acordo com as normas internacionais e os instrumentos legais. De facto, uma intervenção num monumento classificado não é um processo linear.
Anote-se que não se tratava de uma simples empreitada de construção civil, mas sim de uma empreitada levada a cabo num monumento sobre o que deviam recair responsabilidades acrescidas, uma vez que é nosso dever preservá-lo e transmiti-lo a gerações futuras em perfeitas condições.
 
O Município de Chaves adjudicou às empresas “Sincof, Sociedade Industrial de Construções Flavienses, Lda.” e “Anteros Empreitadas, S.A”, a execução da referida empreitada que contaram com um pressuposto de 363.514,15 euros devendo ficar concluída no fim deste mês de Junho.
 
 

 
As obras consistiram nos seguintes trabalhos: Retirada de uma conduta de água que, devido ao seu peso, estaria a pôr em causa a segurança da Ponte Romana; Alteração da rede de drenagem de águas pluviais, Pintura do gradeamento em ferro da ponte; Remodelação das redes eléctricas e telecomunicações.
 
As alterações realizadas, nomeadamente a nível do pavimento do tabuleiro, são favoráveis à sua total pedonalização, ao contrário do que acontecia até agora. O anterior pavimento (paralelepípedo) foi substituído por lajeado de granito claro de grão fino com corte industrial, com o desnível anteriormente existente entre os passeios e a faixa de rodagem a desaparecer. "É uma intervenção que facilitará a sua pedonalização", disse o arquitecto Malheiros.
A memória descritiva do projecto de requalificação da Ponte Romana prevê que após a conclusão das obras, a Ponte não voltaria a ser aberta ao tráfego automóvel.
 
No entanto, politicamente, pelo menos em termos temporais, a decisão de retirar definitivamente o trânsito do local ainda não está tomada.
 
Trânsito na Ponte Romana não vai a referendo
A maioria PSD da Câmara Municipal de Chaves não aprovou a proposta do PS para a realização de um referendo sobre o trânsito automóvel na Ponte Romana, agendada na última reunião de Câmara.
 

Não se justifica nesta situação”, assumiu, o presidente da Câmara, João Batista, revelando que a decisão será tomada pela autarquia e irá pesar vários factores. Além de um estudo técnico (2) que está a ser feito e que se prende com a avaliação do trânsito na travessia em termos de segurança, João Batista anunciou que irá também ser tido em conta a posição do Ministério da Cultura, que tutela este monumento nacional. A decisão deverá ser tomada até ao final do mês, altura em que se prevê que a intervenção na infra-estrutura esteja concluída.
 
As circunstancias que tem envolvido o processo de Requalificação da Ponte Romana de Trajano traduzem um desafio á dignidade dos Flaviense que tem assistido á progressiva destruição do seu património.
 
O que tenho lido e escutado, estes dias, a favor da continuação do trânsito rodoviário na Ponte Romana de Trajano, são autênticas barbaridades, que pouca formação cultural tem alguma gente desta cidade! È caso para dizer que há alguns “habitantes” de Chaves que tem “uma aduela a menos”.
 
Esta na hora de dar a minha opinião, que é a da maioria da população, autenticamente Flaviense, pois não sendo perito, compreendo um pouco de arte e arqueologia, por ser um mundo que me apaixona, para o que tenho certo olho crítico e ante o qual evidentemente me permito opinar com argumentos válidos e contrastados alem de um pouco de sã informação sem qualquer interesse partidário, eleitoral ou comercial.
 
A palavra «Requalificação» no contexto deste trabalho será tratada como “re-qualificação”, no sentido de dar ênfase ao prefixo “Re” que significa “de novo” e, também, ao verbo “qualificar” no sentido de ser uma acção que enobrece e classifica a obra como única e com isso instaura um significado.
Falar em Requalificação implica admitir que os monumentos deixaram de estar preparadas para alguma coisa (trânsito rodoviário), que houve desvio de alguma finalidade.
 
Estudo Técnico.
Intervenções e Anomalias Observadas
A ponte Romana de Trajano, foi construída, há mais de 19 séculos, para suportar determinadas finalidades e suporte de pesos.
Desde então tem vindo a suportar, alem das inclemências do tempo, os danos causados pelos homens.
 
Entre eles conta-se o peso extra dos prédios que foram construídos em cima dos seus arcos, o peso do alargamento do seu tabuleiro e, sobre tudo, o peso do trânsito rodoviário e, actualmente, a eliminação do desnível anteriormente existente entre os passeios e a faixa de rodagem.
 
Em 1980 / 1982 a Câmara Municipal de Chaves (Manuel Branco Teixeira) sem conhecimento do IPPC e da DGEMN; IPPAR, procedeu ao desassoreamento, do rio e remoção do lajeado assente junto aos quebra-rios.
 
 

 
A realização das escavações junto aos arcos da ponte conduziu à descompressão do terreno e ao descalçar das fundações. O resultado foi desastroso para o monumento romano pois optaram por colocar cimento para reforço dos pilares.
 
 

 
O director regional IPPAR classificou como “muito grave” a “reparaçãocom cimento da Ponte Romana de Trajano.
 
 

 
O revestimento das sapatas com cimento, é o maior veneno do património. É um processo irreversível. Aliás, em contacto com a humidade forma um ácido que ataca a pedra.
Segundo aquele responsável, devia ter sido usado “o mesmo tipo de cimento que era fabricado pelos romanos”, mantendo os materiais ancestrais.
Os técnicos (empreiteiros) envolvidos nestes trabalhos continuam a agir sem sentido de responsabilidade e qualificações para este tipo de obras.
 
 

 
Pequenos espeques ou esteios de carvalho, enterrados junto aos alicerces dos dois arcos junto ao bairro da Madalena – são possíveis testemunhos das obras efectuadas de 1788.
 
Diz a CARTA DE ICOMOS 2003 nos seus princípios e Critérios gerais:
- « É essencial ter informação sobre a estrutura, nos seus estados original e primitivo, sobre as técnicas que foram usadas na construção e nas alterações, e sobre os seus efeitos, sobre os fenómenos que possam ter ocorrido e, finalmente, sobre o seu estado presente
 
- «Quando é proposta uma qualquer alteração do uso ou das funções, devem ser cuidadosamente tidos em consideração todos os requisitos e condições de segurança»;
 
- «Devem ser plenamente estabelecidas as características dos materiais usados nos trabalhos de restauro (em particular dos materiais novos) e a sua compatibilidade com os materiais existentes.
Isto deve incluir os impactos a longo prazo para que sejam evitados os indesejáveis efeitos colaterais».
 
2008 – Requalificação do pavimento da Ponte
Não existiu uma campanha de prospecção organizada, a informação que recolhi resultaram da observação das escavações levadas a cabo para a remoção das condutas de água para o bairro da Madalena, a colocação das condutas de aguas das casas assentes na ponte, e de uma vala de colocação das tubagens de comunicações, iluminação e aguas pluviais junto à face interior das aduelas dos arcos da ponte.
 
Anomalias observadas: A Ponte apresenta um conjunto de anomalias estruturais e não estruturais das quais se abordaram apenas as primeiras.
 
 

 
Essencialmente, o aspecto que justificava maior preocupação relaciona-se com a fragilização das "aduelas", que fecham os arcos, com destruição ou danificação de pedras que indiciam a rotura estrutural das alvenarias constituintes e a ocorrência de movimentos de deformação muito significativos. daí resultando que este aspecto seria essencial para o conjunto de acções que deveriam ter sido empreendidas, para restituir a esta parte dos arcos da Ponte a integridade estrutural necessária de forma a resistir com segurança a fenómenos correntes e extraordinários e ao peso extra dos prédios que foram construídos em cima dos seus arcos.
 
As “Abóbadas” dos Arcos da Ponte de Trajano estão seriamente danificadas.
 

Em primeiro lugar a espessura inconstante em toda a abóbada e nas "aduelas" interiores reduziram a espessura e rigidez da estrutura.
 

Já em 1721, Tomé de Távora e Abreu tinha advertido que as «Abóbadas dos arcos da ponte estavam em ruína».
 

A desaparição de muitas Pontes Romanos foi devida maioritariamente ao colapso das suas abóbadas por um incorrecto desenho ou por não suportar as cargas actuantes.
 

Não foram aproveitadas as obras de requalificação para executar as pertinentes obras de Consolidação e Restauro.
 
Um dos principais objectivos da «Requalificação» teve como finalidade aliviar o peso que a estrutura da ponte estava a suportar (retirada da conduta de água) e que estaria “a pôr em causa a segurança da Ponte Romana”.
 

 

Logo, não se entendem os “princípios técnicos” que fundamentam as opções, entretanto tomadas, de eliminar o desnível anteriormente existente entre os passeios e a faixa de rodagem.
 

Para elevar o pavimento da calçada teve que se preencher o espaço necessário, (12 a 14 centimetros) com “Brita” e “Cimento”.
Os passeios também foram elevados entre 4,5 e 6 cm.
 
Tudo isto acarretou um aumento considerável de peso (algumas toneladas) sobre as estruturas da Ponte Romana.
 

Os materiais e técnicas empregues na requalificação do Tabuleiro da Ponte de Trajano não foram os mais adequados.
 
CARTA DE ICOMOS 2003 - «As alterações, e principalmente os aumentos das cargas, são origens de esforços aumentados e, por isso, de danos na estrutura
 
Estas alterações na estrutura, também podem ser uma causa de danos estruturais e perigo de colapso ao resultarem em esmagamento, ruína, fragilidade, etc. Estas situações são particularmente perigosas porque acontecem habitualmente com pequenas deformações e com poucos sinais visíveis.
 
Aplicando a análises aos arcos romanos, cuja estabilidade se estabelece em função de um coeficiente de segurança definido como o cociente entre a espessura real e o estritamente necessário para suportar em equilíbrio as cargas mortas e a situação de uma sobrecarga pontual conhecida aplicada, as sobrecargas aplicadas actualmente a Ponte Romana, são muito superiores as habituais da época da sua construção.
 
A Ponte Romana de Trajano suporta, neste momento, muito mais peso do que o que tinha antes das obras de Requalificação.
 
Outra das críticas da «Requalificação» tem vindo da mudança do material do pavimento da calçada da ponte, pois o granito de grão fino cortado de una maneira denominada "industrial" tem sido reprovado quase de forma unânime, ainda que a decisão de o utilizar obedeceu a que responde ao uso pedonal a que esta(va) destinado.
 

 

Este era o Pavimento Original utilizado no tabuleiro da Ponte de Trajano.
 
O actual piso da ponte é Romano? Alguém deveria dar-lhes umas pequenas noções das características da arquitectura romana a estes "modernistas" da política.
 

A mudança do pavimento da calçada, devia ter tido em conta o aspecto e a forma que se há conhecido mediante as pesquisas arqueológicas.
 
O futuro da ponte romana está a gerar uma grande discussão e mobilização da sociedade pública, tendo levado à criação de várias iniciativas cívicas, a favor da pedonalização da Ponte Romana de Trajano. Em defesa da total pedonalização já surgiu o movimento "Pont’ a Pé".
 

Na “Internet” foi, inclusivamente, criado uma Plataforma de voto. Ao final da tarde de ontem, já tinham votado 4.487 pessoas, a grande maioria contra o trânsito (3.645).
 

O “Semanário Transmontano” na sua edição na “Net” disponibilizou dois “Inquéritos” para sondar a opinião pública.
 
Essa lição da força dos monumentos e dos valores a eles inerentes criou-a Alexandre Herculano nos anos dramáticos do Setembrismo, quando resolveu romper as amarras do mercantilismo burguês, numa das primeiras acções populares em prol do património cultural do nosso país.
 
Só não vê isto (ou não quer ver) quem lhe convém outra coisa, por ter interesses pessoais ou políticos a salvaguardar.
 

Não sabemos o que vai ser feito com a nossa Ponte Romana, não sabemos se vai continuar a ser permitido o trânsito rodoviário, se vamos permitir apenas o seu uso pedonal ou, se mais comodamente, fingimos que a ponte Romana não existe na cidade do Chaves.
 
Se, por uma fatalidade de que Deus nos defenda, a cidade de Chaves fosse inteiramente destruída, a não ficar pedra sobre pedra… os meios intelectuais portugueses e estrangeiros lamentariam, mesmo que todos lhe sobrevivêssemos, a perda irreparável da “Ponte Romana de Trajano”.
 

Arrepie-se caminho, enquanto é tempo! O risco de Colapso da Ponte Romana é elevado.
 

 

publicado por Flaviense às 01:12
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Quarta-feira, 4 de Junho de 2008

Ponte Romana sem Referendo

Quem tem medo da Democracia directa?
 
A DEMOCRACIA NA ROMA ANTIGA
O governo do povo teve um importante papel nas democracias da era pré-crista.
A diferencia da democracia actual, a democracia das cidades da República de Roma era uma democracia directa, donde todos os cidadãos tinham voz e voto nos seus respectivos órgãos Municipais.
 
Democracia directa, refere-se ao sistema onde os cidadãos decidem directamente cada assunto por votação, (Plebiscito ou Referendo).
 
Realiza-se amanhã, dia 5 de Junho, a Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Chaves.
Um dos pontos agendados é uma proposta do Partido Socialista, para a realização de um “Referendo” para decidir o futuro da Ponte Romana.
Os socialistas vão ainda propor a constituição de um grupo de trabalho que prepare o dossier de candidatura da Ponte Romana a Património Mundial.
 
A Câmara Municipal de Chaves (com maioria PSD) já fez saber que, não vai aprovar a proposta do (PS).
João Batista, presidente da Câmara Municipal de Chaves, garante que não vai haver Referendo para decidir o futuro da Ponte Romana, a decisão será por pareceres técnicos.
 
Segundo assumiu o presidente da Câmara, “Não se justifica nesta situação”, o “Referendo”. A decisão quanto ao futuro daquele monumento histórico vai ser tomada baseada nos pareceres técnicos e do Ministério da Cultura, que tutela aquele património nacional.
João Batista revelou ainda que na decisão a ser tomada pela Autarquia iriam pesar vários factores, entre eles um estudo técnico que está a ser feito e que se prende com a avaliação do trânsito na travessia em termos de segurança.
Acrescentou que a decisão deverá ser tomada até ao final do mês, altura em que prevê que a intervenção na infra-estrutura esteja concluída.
 
 

 
O destino da Ponte Romana de Trajano, que tem mais de 1900 anos, está a gerar uma grande discussão e mobilização que está a dividir a opinião da população local e dos Flavienses em particular.
Há uma maioria de Flavienses a defender a Total Pedonalização e uma pequena minoria de “habitantes” a impor que se deve manter aberta ao trânsito
 
 
O desejo expresso da esmagadora maioria dos “Flavienses” da completa Pedonalização da Ponte Romana, já levou a que fossem criadas variadas iniciativas cívicas.*
 
 

 
Em defesa da total pedonalização surgiu o movimento "Ponte a Pé" que está a recolher um abaixo-assinado.
 
Na Internet está a ser feita uma “Sondagem”, com a pergunta:
Concorda que a Ponte Romana passe a ter utilização unicamente pedonal?”.
Até ao momento 88 por cento dos participantes votam a favor de que a ponte privilegie as pessoas em vez dos automóveis.
 
Alice Teixeira, proprietária de uma pastelaria junto à ponte, está a recolher assinaturas em defesa da sua utilização exclusivamente pedonal porque considera que desta forma "haverá mais pessoas a passar em cima da ponte e a entrar" no seu estabelecimento comercial.
 
Apesar de admitir que a maioria das opiniões que lhe têm chegado são a favor do encerramento ao trânsito, João Batista afirma que também existe uma minoria que defende a coexistência de peões e automóveis.
 
O que não revelou é que peso vai ter na sua decisão, essa pequena minoria e o “Lobby” da Madalena.
 
Por sua vez, o PCP de Chaves também discordou, em comunicado enviado à comunicação social, do recurso ao Referendo (Democracia directa) e considerou que o modelo de utilização da travessia por parte de viaturas merece "uma melhor reflexão e uma decisão pelos órgãos políticos", designadamente Câmara e Assembleia Municipal.
Como sempre, a sua posição é ambígua e ficamos sem saber qual a sua verdadeira posição.
Será que, ao serem aliados do PSD na Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, o PCP está a espera de uma tomada de posição da “Voz do Dono” para a apoiarem?
Será que, mais uma vez, andam a reboque do PSD?
 
Os Flavienses querem saber qual a posição, clara e sem subterfúgios, da direcção Concelhia do Partido Comunista de Chaves, a respeito desta simples e clara questão:
Concorda que a Ponte Romana passe a ter utilização unicamente pedonal?:
” SIM? NÃO? SEM OPINIÃO?*
 
 

 

Recordo aqui a afirmação do presidente da Junta de Freguesia da Madalena, proferida a respeito do Jardim Publico e que eu, como Flaviense, aplico a “Ponte Romana”.

 

“Os Flavienses tem um papel importante na fiscalização e preservação do Monumento Nacional. Pois, no passado, houve uma desresponsabilização em relação à preservação da Ponte Romana que não é pertença da autarquia, nem da junta de freguesia, nem dos partidos, nem dos comerciantes, nem de alguns habitantes de Chaves mas sim de todos os Flavienses”.

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publicado por Flaviense às 23:16
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Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Ponte Romana

Depois de XIX Séculos, finalmente pedonal?
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Breve sinopse Histórica
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Ano de 102 – 104
Conclusão da construção da “Ponte de Trajano” pelos Aquiflavienses, à sua própria custa em granito de grão médio (da região).
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Século 16
Cheia destruiu parcialmente a Ponte Romana, procedendo-se depois à sua reconstrução. Os dois arcos do lado da Freguesia da Madalena foram reconstruídos com uma largura diferente substituindo, segundo parece, a três arcos originais.
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Ano de 1880
Substituição do pavimento lajeado e das guardas de granito pelas actuais grades de ferro, como nos indica uma inscrição que se encontra na ponte nos apoios semicilíndricos dos Padrões.
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Ano de 1910
Declarada Monumento Nacional. MN, Dec. nº 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910 e Dec. nº 28 536, DG 66 de 22 Março 1938
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Julho de 1942
Os Flavienses pedem a reconstituição original da sua Ponte Romana.
Na informação enviada poderia ler-se:
Ponte Romana sobre o Tâmega, denominada “Ponte de Trajano”, classificada de Monumento Nacional – merece condigno restauro das guardas, pavimento e áreas, por ser indubitavelmente a maior das obras de arte da via militar romana”.
A célebre ponte de Chaves, é um dos monumentos mais grandiosos do domínio imperial na Península. Era talvez a mais imponente obra de arte que existia no velho trajecto de Braga a Astorga. De construção fortíssima, com os seus bem lançados arcos, de aduelas rústicas, onde ainda hoje se vêem os orifícios para o engate dos ganchos da forfex, dano algum tem causado á sua vida milenária as cheias impetuosas do Tâmega. Pena é que em compensação, nos seus 18 séculos de existência, tantos danos lhe tenham causado os homens!
*
Todavia, a sua reconstituição não seria difícil: bastaria desentaipar-lhe os arcos obstruídos, repor a pavimentação das grandes pedras do seu leito, actualmente com paralelepípedos, destruir os passeios de cimento com que a alargaram, substituir as inestéticas guardas de ferro pelas antigas guardas de pedra, e reconstruir três corta-mares que lhe destruíram para colocarem no seu lugar outros tantos apoios semicilíndricos, que sustentam candeeiros de iluminação publica”.
*

*
Na resposta dada (um ano depois) a 25 de Julho de 1943, pelo Ministério das Obras Publicas e Comunicações, o parecer dizia que não seria possível admitir a destruição do paredão e aterro feito, há poucos anos, pela Junta Autónoma de Hidráulica Agrícola e que veio reduzir o majestoso conjunto dos 12 arcos para 8.
Resta apenas a questão das guardas da ponte e do pavimento de paralelepípedos que a junta Autónoma de Estradas lhe colocou.
Mas para substituir as actuais grades de ferro por outras de cantaria, numa provável reconstrução das primitivas, era necessário reduzir a largura da ponte o que, dado o facto de esta ser a única ligação existente entre as duas margens do Tâmega, não tem possibilidades de realização por impedir a passagem de transportes pesados.
Quanto ao pavimento e devido ao grande trânsito, considera esta Secção inútil a substituição dos paralelepípedos por lajeado de cantaria.
Seria uma despesa sem proveito nem vantagens de qualquer espécie".
*
Recordar, que nesta altura não havia “Fundos Comunitários” e a Europa encontrava-se mergulhada na 2.ª Guerra Mundial.
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Ano de 1959
Chaves continuava a ambicionar ver a sua ponte “Desobstruída e Restituída à sua Beleza Original”. Pediu-se então:
A Urbanização do Largo do Tabolado e Alameda do RioRegularização do Rio Tâmega em frente da cidadeValorização da ponte romana.
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Maio de 1977
Nuno Gil Pires, o então Presidente da Câmara Municipal de Chaves, solicitou ao Ministério das Obras Publicas, apoio técnico e financeiro para “a restituição da Ponte Romana à fisionomia primitiva”. Seria uma significativa homenagem que poderia ser prestada à cidade nas comemorações do XIX centenário do Município Flaviense que se celebravam no ano de 1978.
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*
O arquitecto Director da Direcção Geral dos Monumentos Nacionais, considerou “não ser possível a realização do plano solicitado pela Câmara a não ser a modificação do sistema de iluminação que sem duvida era incaracterístico e prejudicava o aspecto do imóvel”.
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1981 – 1982
Obras de consolidação das bases dos quebra-rios e remoção do lajeado assente junto aos quebra-rios, pela Câmara Municipal de Chaves sem conhecimento do IPPC e da DGEMN; IPPAR.
*

*
1997 – 1998
A ponte urbana de S. Roque, projecto financiado pela Comunidade Europeia, foi Construída para possibilitar cessar o trânsito automóvel da Ponte Romana.
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Fevereiro e Março de 1999
Alexandre Chaves, presidente da Câmara Municipal, promoveu a apresentação pública de sete projectos para a reabilitação arquitectónica e paisagística do Centro Histórico de Chaves. No conjunto desses projectos urbanísticos estava incluída a reabilitação da Ponte Romana.
As apostas do Município avançavam no sentido da pedonalização entre as zonas do Largo das Freiras, Rua de Santo António, Rua da Ponte e Ponte de Trajano, o que seria feito por fazes e acompanhado de parques de estacionamento alternativos a moradores, comercio e serviços.
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Ano de 2001
Altamiro Claro, presidente da Câmara Municipal de Chaves conseguiu ver aprovado o Programa Polis. As obras previstas, com início no princípio de 2002, seriam realizadas nos próximos 4 anos.
A Ponte Romana, inserida no projecto de requalificação urbana do Largo do Arrabalde e do Centro da Madalena, teria um pavimento contínuo, sem desníveis nem lancis, todo em granito da região de grão médio, estando prevista a sua pedonalização.
*

*
Ano de 2008
Finalmente, no mês de Março, com seis anos de atraso (2002) da data do início da Obras, a Ponte Romana de Trajano começou a ser parcialmente Requalificada – substituição dos paralelepípedos por lajeado de granito (de Vila Pouca) de grão fino.
*
Mas… será desta que a Ponte Romana de Trajano com 19 séculos de serviço, “terá direito á reforma” e se transformará numa ponte pedonal? Ou devido a coacções politicas dos “mentores” da Madalena continuará aberta ao Transito?
*
Nesse caso estaria actual a resposta dada a 25 de Julho de 1943, pelo Ministério das Obras Publicas e Comunicações. “Seria uma despesa sem proveito nem vantagens de qualquer espécie”, os 363.514,15 Euros gastos na Obra.
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Os Flavienses considerariam inútil a substituição dos paralelepípedos por lajeado de cantaria.
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publicado por Flaviense às 01:10
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008

Fotos de Hoje e de Sempre

Ponte Romana 1925 / 1930

 

Ponte Romana 2008

publicado por Flaviense às 10:54
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Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

FOTOS DE SEMPRE

 

Ponte Romana 1917

publicado por Flaviense às 13:39
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Domingo, 20 de Janeiro de 2008

FOTOS DE HOJE E DE ONTEM

Assim era o Lado Sul da Ponte Romana

<<Sendo Imperador César Nerva Trajano Augusto Germânico, Dácico, Pontífice Máximo do Poder Tribunício, Cônsul Cinco Vezes, Pai da Pátria, Os Aquiflavienses Edificaram à sua Custa esta Ponte de Pedra>>

Pelas construções que séculos fora, de um e de outro lado da ponte, se foram encostando às suas paredes, ficaram visíveis apenas 12 arcos.

publicado por Flaviense às 03:21
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