Sábado, 31 de Maio de 2008

Cine-Parque de Chaves

Ex-Sala de espectáculos da cidade

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Este era o Cine-Parque de Chaves, com uma entrada muito mais vistosa que aquela que exibe actualmente. Ao seu lado estava o Café Comercial, onde nos intervalos dos espectáculos, mediante “senhas” de saída, se podia vir tomar um cafezinho.

Possuía uma “Plateia” com a “Geral” nas laterais ao fundo, separada por uma divisória, e ainda uma “Tribuna” ou “Balcão” como também era conhecida.

Mais tarde o nome de Cine-Parque foi mudado para Cine-Teatro.

 

Foi aqui que, no dia 22 de Maio de 1958, o General Humberto Delgado pronunciou a célebre frase com que encerrou o comício de Chaves.

 

A entrada principal do Cine-Teatro de Chaves localiza-se na Rua de Santo António, com uma outra entrada na Travessa Cândido dos Reis (Travessa do Faustino).

 

 
No dia 23 de Fevereiro de 2000, foi aprovada em Assembleia Municipal, a aquisição do imóvel onde se encontra instalado o antigo Cine-Teatro de Chaves.
 
 

 
Em 2001 a Câmara Municipal de Chaves (Altamiro Claro) encetou um projecto-base de arquitectura que visava tornar o Cine-Teatro mais funcional e moderno.
O Ambicioso projecto, previa a remodelação da sala de projecção de maneira a ficar mais ajustada para a realização de teatro, opera, concertos musicais, conferencias, exposições de arte e café convívio.
Seria criado um único espaço de anfiteatro, com quatro entradas para terminar com a divisão existente anteriormente entre tribuna e plateia, servido por duas saídas de emergência e um piso técnico por baixo do anfiteatro.
Teria capacidade para 575 lugares, sendo seis para deficientes, com elevador e instalações sanitárias próprias. Alem destas alterações, estava também previsto modificar as instalações sanitárias, o bar de apoio ao café convívio e o “vestíbulo” de exposições.
O corredor de entrada pela Rua de Santo António seria coberta por um envidraçado retomando a antiga figura, ficando este espaço a fazer parte do “vestíbulo” do piso zero. Esta entrada, tal como a fachada da Travessa Cândido dos Reis, levaria uma quadrícula em ferro pintado.
Ao todo, esta obra estava orçada em 270 mil contos.
 
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Em Abril de 2001, havia um Projecto homologado pela Ministra do Planeamento no valor de 270.280 contos.
 
Entretanto (16 de Dezembro de 2001) houve Eleições Autárquicas e a Autarquia, liderada pelo Partido Socialista (Altamiro Claro), passou a ser governada pelo Partido Social-democrata (João Batista).
 
Na Revista “Meios & Desafios CHAVES”, em Outubro de 2002 o actual presidente da Câmara Municipal, João Batista, afirmava: “Vamos proceder à recuperação do Cine-Teatro de Chaves, construindo aí um centro cultural”.
João Batista afiançou a execução da obra, dizendo inclusive “que está já a ser executado.”
 
O tempo se encarregou de demonstrar mais esta “Falácia”.
 
Durante os últimos anos a Autarquia tem tentado alienar este património, procedendo a sua venda ao desbarato, em “hasta pública”, felizmente sem sucesso.
 
Em conferência de imprensa, no passado dia 13 de Maio, a Câmara de Chaves apresentou um projecto de regeneração do centro histórico da cidade, um investimento de cerca de 10 milhões de euros. “Chegou o Milhões”, dizem os Flavienses”.
 
A autarquia diz pretender reabilitar o edifício do Cine-Teatro para a criação de um Centro Multiusos de apoio social e dinamização de actividades comerciais e económicas.
Não sabemos muito bem que projecto será este, mas o que temos a certeza é que será o fim do Cine-Teatro como sala de espectáculos.
 
Os Flavienses crêem, que o Projecto “Mais Chaves” (Parceria Local de Regeneração Urbana), seja mais um dos numerosos “Ante-projectosprometidos quando se aproximam as eleições.
 
 

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Este é actualmente o estado deplorável e de abandono, do Cine Teatro de Chaves.
 
Os comentários deixo-os… para quem os queira fazer.
 
publicado por Flaviense às 23:43
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Domingo, 6 de Abril de 2008

Revista Aqvae Flaviae

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Saiu mais um número (N.º 37 Junho 2007) da Revista “AQVAE FLAVIAE”.

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ÍNDICE
• Adolfo Correia da Rocha – Miguel Torga (Centenário do Nascimento do Médico e Escritor – 1907 / 2007)
• As vicissitudes do Castelo de Montalegre
• O Castelo de Monforte de Rio Livre
• Fortalezas Medievais do Concelho de Chaves
• Memorandum de Chaves • “Flav(b)as”, a chave visigoda
• A gallega Mari Hernández
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Segunda-feira, 31 de Março de 2008

Dia Nacional dos Centros Históricos

Autarquia não quis comemorar.

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No dia 28 de Março, comemorou-se o Dia Nacional dos Centros Históricos, instituído em 1993, num convénio celebrado entre o Governo e a Associação Portuguesa de Municípios com Centro Histórico.

Esta Associação tem como patrono Alexandre Herculano, que foi o primeiro intelectual português a estudar e a reflectir sobre a importância dos centros históricos, para a preservação da coesão social e para a manutenção da identidade das terras.
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Considerando que o “Centro Histórico” da Cidade de Chaves é constituído por um património edificado, desde monumentos de grande significado histórico e evidente valor artístico a casas e ruas com uma matriz cultural própria, que é importante preservar conhecer e divulgar, era de esperar que a Autarquia tivesse comemorado esta efeméride.
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Quem consultou a “Agenda de Eventos” do folheto denominado “Chaves viva” deduziu que em Chaves não havia nada a comemorar, a não ser o “Dia da Unidade do Regimento de Infantaria N.º 19” e o Filme “O sonho de Cassandra” a exibir no Cine Teatro Bento Martins. Fingiram que o centro histórico não existe na cidade de Chaves.
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Não houve slogans! O marketing morre na “Festimage" dos amigos e no anúncio de números extraordinários de visitantes a pseudo Feiras e Mercadozinhos.
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Será, como justificam as entidades autárquicas, apenas por inércia dos seus habitantes? Ou será porque nunca houve um efectivo (e afectivo) esforço com a cidade Flaviense, em respeito pela sua identidade?
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Na verdade, é essencial lembrar ás identidades Autárquicas, a necessidade de exaltar o que é intrinsecamente da população Flaviense, não só para conhecimento dos turista, mas também e especialmente para auto-estima e percepção dos habitantes que têm nos seus centros históricos a génese das suas raízes.
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Nunca é demais realçar a ligação telúrica que cada Flaviense tem com o local onde nasceu, viveu momentos do seu despertar ou do seu crescimento interior, e onde também predominam as memórias que nos acompanham durante a vida.
O “centro histórico” de Chaves, apesar do vandalismo sofrido, por parte da Autarquia, ainda evidencia uma envolvência urbanística equilibrada, uma riqueza e uma diversidade arquitectónicas verdadeiramente ímpares e uma história artística de reconhecida importância.
No entanto, tal só acontece se conservarmos esses locais, preservando-os quando necessitam, deixando-os permanecer como símbolos de épocas que nos precederam e, portanto, fazendo parte da nossa História comum.
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Veja-se não só as intervenções em toda a urbe, Largo de Camões, Praça da Republica, Zona das Termas, mas também, por exemplo, no chamado “arranjo urbanístico” do “Jardim das Freiras” e “Arrabalde”…
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Jardim das Freiras – com Belíssima Calçada Portuguesa
Destruido

 

Actual - Largo General Silveira

 

Estado do Piso Actual – Sujo e Deteriorado

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Ficaram absolutamente descaracterizados e violados por projectos, materiais e formas discrepantes, ao gosto das modas do momento que apenas repugnam os Flavienses na sua memória identificativa e repelem os desejados visitantes, por os tornarem vulgares e desfeados.
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Largo de Camões

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Na cidade de Chaves, os testemunhos da História constituem ainda expectativa de uma valorização económica local, já que o potencial monumental contribuiria para uma crescente atracção turística que, devidamente aproveitada, traria certamente maior bem-estar aos que aqui residem.
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Outras vezes, com o argumento do desenvolvimento - que nunca chegará por essa via - na conivência com projectos particulares, os centros históricos ficam sujeitos a implantes lesivos, por autarcas para quem a alma do lugar é apenas um pedaço de terreno onde os laços que cada um de nós tem com o ambiente não passam de sentimentalismos pacóvios.
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A Autarquia Flaviense não poder ser, somente “UM TERRITÓRIO DE OPORTUNIDADES” para João Batista e a sua família politica, como tem sido nestes últimos seis anos.
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Apesar da degradação.
O Centro Histórico ainda é o cartão de visita de Chaves

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Os, turistas passeiam pelas ruas e ruelas de Chaves, com a máquina fotográfica na mão, olham a Ponte Romana as Igrejas Matriz e da Misericórdia... Para eles o centro histórico é a verdadeira Chaves: um encontro entre o cinzento das ruas estreitas e a luz dos espaços das suas praças e os poucos espaços ajardinados ainda existentes.
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Assim era a Praça da Republica

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Por estas razões, o centro histórico estabelece a meta consistente na criação de um tipo de urbe onde a qualidade de vida seja proporcionada num ambiente histórico e cultural que dignifique a ética do passado e mereça inequivocamente a esperança do futuro, para corresponder à filosofia e à valorização patrimonial preconizadas por Alexandre Herculano.

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Por tudo isto, e muito mais, o Dia Nacional dos Centros Históricos, que não se comemorou em Chaves, deve ser aproveitado não apenas para reflexão sobre os locais históricos, mas sobretudo para uma consciencialização exigente junto de todos os Flavienses, não deixando intervir sem o conhecimento público naquilo que apenas lhes está confiado por um mandato político temporário.

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Domingo, 20 de Janeiro de 2008

O 1º FLAVIENSE

Tito Flávio Vespasiano [Titvs Flavivs Vespasianvs]
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Nasceu em Falacrinae, próximo à Sabine Reate, actual Rieti em 17 de Novembro do ano 9 d.C. Imperador romano (69 d.C. a 79 d.C.) governou com o nome de.Caesar Vespasianus Augustus,
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Foi o fundador da dinastia Flávia, e através de uma enérgica política pôs fim às guerras civis que assolaram Roma após a morte de Nero promovendo a unidade interna do império.
Devido à sua origem humilde e simplicidade, tornou-se muito popular e, em função deste prestígio, o Senado delegou-lhe poderes excepcionais.
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Promoveu a estabilidade política e revitalizou a economia imperial por meio de rigorosa reforma tributária, desenvolveu um vasto programa de obras públicas como a restauração do Capitólio e o início (75 d.C.) da construção do Coliseu de Roma.
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Realizou também reformas militares e concedeu cidadania romana e direitos a várias províncias, com proveito para o tesouro imperial.
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No ano 74 d.C., Vespasiano concedeu a “Latium Minus” (ius latii) a toda a Hispânia. Era uma concessão da magnanimidade imperial que atribuía aos magistrados das cidades desse território, a honra da cidadania romana.
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Por honraria, Vespasiano atribuiu igualmente o título da família reinante – Flavia, a progressiva civitatis de Aquas, promovendo-a ao autorizado título de Aquae Flaviae.
Deu origem ao nome do Município de «Aquae Flaviae» e ao nome dos seus habitantes «Aquiflavienses».
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Flaviense – do Lat. Flaviense – adj. 2 gén. m+f (top Aquis Flaviis+ense).
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O título deFlavia” o terá merecido apenas aquelas populações que usufruíam já de um valor urbano e socio-económico superior, próprio do “populus” ou “civitas”.
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O império foi ampliado e as fronteiras fortalecidas e proclamou cônsules e herdeiros seus filhos Tito e Domiciano, que reinariam um após o outro, criando a sucessão hereditária.
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Em 24 de Junho de 79, com a idade de 78 anos morre sossegadamente, de morte natural, em Aquae Cutiliae, nas proximidades de Sabine, sua terra natal, um ano antes do término de sua grande obra de engenharia, o Coliseu.
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Com o seu espírito irónico, antes de morrer disse:Pronto, creio que me estou convertendo em deus!” depois insistiu que o ajudassem a levantar e continuou: “Um imperador deve morrer em pé!” e morreu.
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IMP CAESAR VESPASIANVS AVG.

Busto de Vespasiano laureado, para a direita

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