Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

Jardim ou Terreiro?

O que é um Jardim?

 

 

*

Um jardim é uma estrutura espacial ao ar livre, construída e projectada pelo homem.

Espaço frequentemente fechado, onde se cultivam árvores, flores, plantas de ornato. Normalmente ele está inserido em uma micro paisagem de contexto próprio e caracteriza-se pela forte presença da vegetação.Jardim é um espaço verde destinado à fruição lúdica.

 

Espaço verde é uma área de terreno onde estão presente espécies vegetais, num contexto urbano. São exemplos de espaços verdes, os parques, os jardins, as praças e logradouros ajardinados, as alamedas.

Os espaços verdes são zonas de recreio e lazer por excelência, favorecendo os encontros entre os cidadãos.

A criação, preservação e promoção dos espaços verdes e sua inserção numa estrutura ecológica municipal, deviam constituir peças vitais de gestão ambiental e planeamento estratégico da Cidade.

Não deviam ser permitidos abates ao nível do coberto arbóreo e arbustivo existente, com excepção das plantas invasoras ou doentes. Não devia ser permitida a destruição ou eliminação de canteiros existente ou a sua substituição por Terreiros de saibro.

 

Terreiro – espaço de terra, plano e amplo; eirado.

 

Iluminação Os projectos de iluminação dos espaços verdes deviam ter tido em conta o enquadramento paisagístico de modo a integrarem de forma equilibrada e harmoniosa a solução arquitectónica do conjunto.

 

 

 

Após anos de degradação a que foi deixado, pela Autarquia e Freguesia da Madalena, o Jardim Público de Chaves reabriu, finalmente, no passado dia 1 de Maio, um ano e meio depois de encerrado para obras e com cerca de um ano de atraso da data determinada para a sua conclusão, 16 de Maio de 2007.

Grande e puro pulmão verde da cidade, o Jardim Público, debruçado sobre o Tâmega, com as Frondosas e Centenárias árvores, a “Casa Portuguesa” datada do ano de 1921 (onde actualmente está instalado um atelier, do pintor Mário Lino), o vistoso "Coreto" com aspecto novo e os palacianos Portões de acesso, tem mantido a sua “matriz original”.

 

 

 

Esta intervenção, remodelação ou requalificação no Jardim Público, está englobada na requalificação da zona “Hortas do Caneiro”.

 

 

 

Executada no âmbito do Programa Polis, teve um custo estimado de 498.473,23 Euros (IVA não incluído).

Não é visível o dinheiro que lá foi gasto.

 

Muitas das árvores derrubadas não foram replantadas.

Agora esmorece-se pelas grandes clareiras de que foram criadas no seu seio, principalmente as das avenidas laterais, que se prolongam em toda a extensão até ao rio, privadas dos canteiros que usufruíam e cuja regeneração (A) estava prevista no projecto.

 

O cruzamento do jardim pela “Ciclovia” que percorrerá a margem esquerda do Tâmega não tem qualquer razão de ser.

Embora se entendam os espaços verdes públicos como zonas de recreio e lazer por excelência, não são permitidas práticas desportivas ou de qualquer outra natureza fora dos locais expressamente vocacionados para o efeito, sempre que manifestamente seja posto em causa a sua normal utilização por outros utentes.

 

Os bancos de desenho muito simples e desengraçados, são insuficientes, pelo menos, em relação aos existentes anteriormente na “Avenida Principal” do jardim e desenquadrados do alinhamento das árvores ao qual estávamos habituados.

 

 

Os bancos previstos no Plano de Pormenor, que seriam colocados a circundar o “Coreto”, não foram ainda colocados.

 

 

O projecto, no Plano de Pormenor, considerava a criação de uma nova zona de equipamentos de recreio (Parque Infantil), muito mais completa e especialmente concebidos para ser utilizados com segurança por crianças muito pequenas (1 a 3 anos). A paupérrima falta de equipamentos é confrangedora. A sua localização estava prevista numa zona mais ampla.

 

Existem, ainda, alguns erros graves de segurança, principalmente para as crianças, com a ausência de gradeamento principalmente nas zonas em que não há qualquer protecção entre as zonas pedonais e o canal.

 

 

O Jardim Público está feio e árido.

Perdeu o encanto, o aspecto viçoso e aprazível onde o verde e as flores prevaleciam.

A frescura do verde foi transformada na aridez de… um terreiro em saibro.

 

 

Tornou-se uma eira para actividades culturais, dizem alguns…

 

Segundo, Nuno Oliveira, Presidente da Junta de Freguesia da Madalena, entre os projectos do poder local estão “feiras do vinho e da vinha”. “Estamos a tentar que, ainda neste mês de Agosto, possamos ter aqui a primeira Feira do Vinho e da Vinha em colaboração com a Cooperativa Agrícola, onde estarão em exposição todos os produtos da terra e os utensílios de cultivo. Por outro lado, temos projectos para receber feiras do livro neste espaço propício a grandes eventos.”

 

 

Quanto à necessidade de preservação do local, o Presidente da Junta de Freguesia da Madalena deixa o aviso. “O cidadão tem um papel importante na fiscalização e preservação do local. Pois, no passado, (e no presente, ampliamos nós) houve uma desresponsabilização em relação à preservação do Jardim Público que não é da autarquia, nem da junta de freguesia, mas sim de todos os cidadãos”, concluiu Nuno Oliveira.

 

Quando do início da requalificação, o vereador da Câmara de Chaves, Castanheira Penas afirmou: “A ideia é devolver o Jardim aos flavienses, revitalizando-o com respeito pela sua história

 

O Resultado… é assustador, mas a coisa já não é nossa, no caso os espaços públicos, venha mais pedra e os gulosos da construção, os gabinetes dos iluminados arquiduques, desculpem, arquitectos, não paisagísticos, estão acorrentados uns aos outros tipo lagartas dos pinhais e, ai é que a porquinha torce o rabo , abrem-se as pernas e toma lá disto ò Evaristo , que o povo é sereno.

 

publicado por Flaviense às 23:00
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2 comentários:
De hpserra a 28 de Maio de 2008 às 12:37
Outro excelente post, e concordo plenamente consigo, em particular no que toca à aridez, em jeito de "gracinha" diría que parece um galinha depenada, em contraste com sua anterior verdura e sombra luxuriante. Aqui na Blogosfera Flaviense, já mais do que uma vez afirmei que sendo Chaves em certos dias( muitos) de Verão um autêntica torradeira, porque não se tratam os os espaços verdes de uma forma mais adequada?
De Fe a 14 de Junho de 2008 às 23:17
Es un despilfarro! gastar tanto dinero para estropear y pasado poco tiempo, volver con otro proyecto increible, llega a ser doloroso. Y los bancos, cuanto durarán? con dos patas endebles, mucho diseño poca funcionalidad y verde escasísimo. El parque infantil, paupérrimo, casi ridículo, me hizo recordar un dicho de la esposa del Sr. Pereira, compositor, dice así: Es como el satre que corta un traje y le sale una gorra....

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